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PROJETO ESPAÇO LITERÁRIO

PROJETO ESPAÇO LITERÁRIO
Revelando novos escritores

sábado, 17 de dezembro de 2011

Um rasante pela História de São José dos Campos

Olá Caros Amigos!

Segue abaixo um texto que me rendeu menção honrosa e um belo prêmio num concurso literário promovido pela Fundação Cassiano Ricardo em 2008. Gostaria de compartilhar com todos. Espero que gostem.
Não esqueçam de deixar comentário. Adoro isso.

Abraços fraternos,
Eduardo



MIGRAÇÃO

         Quando pegou o papel e a caneta para escrever uma carta ao seu pai, Aloísio sentiu a saudade embaraçar suas palavras. Lembrava da conversa que tivera na semana que deixou a região do nordeste para morar com o tio numa cidade do interior de São Paulo e uma vontade imensa de chorar o invadia.
-------Filho, como você já sabe seu tio vai estar te esperando na rodoviária de São José dos Campos daqui quatro dias. Na hora que você chegar lá liga pra ele te buscar. Ele já arrumou um emprego de garçom no hotel que trabalha e vai te hospedar até que...
-------Mas pai, não tem outra solução? Minha vida é aqui. Aqui nasci e aqui quero morrer. O senhor sabe que amo este lugar e minha profissão de vaqueiro. Tenho fé em Deus que as coisas vão melhorar o senhor vai ver.
-------Filho. Sempre o ensinei a ter fé em Deus e peço que sempre continue tendo porque Ele é Bom e faz as coisas certas no tempo certo. Também sei que você gosta de trabalhar comigo na fazenda, mas as coisas não andam fáceis, estamos há meses sem chuva, a seca matou o gado, as plantações e está começando a matar pessoas. O patrão, assim como a maioria das famílias, está migrando para outras regiões do país. Todos estão assustados, falta emprego, falta comida. Eu sei que é complicado para você deixar este lugar onde cresceu e viveu seus dezenove anos de vida, mas pense pelo lado bom, você irá conhecer outras pessoas e outras culturas. Já pensou que essa pode ser a vontade de Deus? Quando você estiver se estabelecido eu vendo nossa propriedade, os pertences e também me mudo pra lá com sua mãe e sua irmã. Peço que assim que puder, mande uma carta descrevendo tudo que você achar interessante na cidade e aproveite muito tudo de bom que ela possa lhe oferecer.
         Agora, um mês depois, Aloísio lembra-se da carta. Começa a redigi-la em meio a soluços e lágrimas de saudade da família, mas logo para. Esta faltando algo para contar, além do ermo em que vive longe dos seus. A única novidade é que está fazendo cursos gratuitos de informática e auxiliar administrativo num programa de desenvolvimento comunitário administrado pela prefeitura da cidade visando capacitar a população para concorrer no mercado de trabalho que a cada dia se torna mais competitivo. Lembrara que seu pai queria saber dados sobre a cidade, mas a correria que estava sendo dos cursos para o trabalho e do trabalho para casa não lhe deixava tempo para conhecê-la. Chegava tão cansado que tomava banho, jantava e após meia hora de conversa com o tio ou assistindo televisão caia em sono profundo. Decidiu prorrogar a carta e aguardar o seu primeiro pagamento para aproveitar a folga e conhecer a cidade.
         Faltava um dia para receber o pagamento. Após a saída já de noite do serviço resolveu pesquisar alguns fatos históricos daquela cidade que estava sendo tão acolhedora. Como trabalhava no centro e descobrira que tem uma biblioteca enorme ali, começaria por ela. Saiu exausto e foi para a biblioteca a fim de pesquisar, mas àquela hora já estava fechada. Decidiu então aproveitar o pequeno tempo que tinha entre o término do curso e o trabalho no dia seguinte para visitar a Biblioteca Pública Cassiano Ricardo.
         No outro dia saiu do curso, almoçou rapidamente e foi para a biblioteca. Na porta admirou o prédio com arquitetura do inicio do século XX e a fachada ainda com traços originais, resultado de uma ampla reforma feita em 1988. Ao entrar ficou abismado notando o tamanho do acervo que era cerca de setenta mil livros e o sistema informatizado que estava a sua disposição gratuitamente. Após algumas pesquisas descobriu que São José dos Campos foi um dos primeiros povoados a surgir na região. Com o nome de Aldeia do Rio Comprido, foi criado através de um aldeamento de índios fundado pelo Padre José de Anchieta, localizada às margens do Rio Comprido hoje divisa entre São José e Jacareí. Os padres jesuítas classificavam esta aldeia como fazenda de pecuária criada a partir da concessão de sesmarias no intuito de ocultar dos bandeirantes uma missão catequética. O que causaria mais tarde um conflito entre religiosos e colonos resultando na expulsão dos jesuítas e a conseqüente extinção da missão pela própria dispersão dos aldeados.
         Imerso no universo literário Aloísio não notou o término do seu tempo disponível, efetuou a devolução do livro e foi correndo para o hotel onde seu patrão já o aguardava furioso com uma lista de serviços para serem realizados.
         Naquela noite foi dormir imaginando como aquela cidade tinha uma história tão interessante e na mente algumas idéias já surgiam para escrever a carta ao seu pai. No outro dia voltaria à biblioteca e continuaria a leitura. Sua folga trabalhista estava se aproximando, pretendia também visitar alguns pontos turísticos a fim de conhecer pessoalmente alguns patrimônios históricos do município.
         Aloísio acordou cedo, tomou café com o tio que se preparava para sair para o trabalho, trocou-se e foi para o curso. Como estava de folga neste dia aproveitaria para passear um pouco. Desta vez decidiu ir a pé para o centro já que morava num bairro próximo localizado na zona norte da cidade. Ao passar por cima da ponte do lendário rio Paraíba avistou dois pescadores e imediatamente lembrou-se das histórias que ouviu dos companheiros no trabalho de que naquele rio existia uma Piaba de aproximadamente dez quilos e ficou a imaginar-se fisgando aquele peixe que fora visto muitas vezes em aparecimentos rápidos na superfície embora fosse difícil de acreditar. Olhando o reflexo do sol nas águas turvas mais uma vez a saudade da família o abateu, lembrou-se das dificuldades que deviam estar passando no sertão e dos momentos felizes que teve quando tinha que vestir suas roupas de couro e sair à procura de gado perdido na caatinga, aventurando-se por horas num cenário com paisagens fascinantes. Ah! Como amava a natureza! Decidiu caminhar para espairecer as idéias. Após os estudos foi receber seu pagamento e passou na biblioteca onde continuou lendo aquele livro sobre a história da cidade, descobrindo que os jesuítas voltaram anos mais tarde após a expulsão e esquecimento por parte dos paulistas com novas sesmarias concedidas próximas ao banhado, hoje centro comercial do município e que de aldeamento indígena tornou-se um povoado denominado Aldeia Nova do Parahyba e mais tarde com o crescimento agrícola com forte preponderância da cultura do café foi elevada à vila nomeada então de Vila Nova de São José.
         Em 1864 a vila foi elevada à cidade denominada São José dos Campos. Acredita-se que o nome seja uma homenagem ao seu fundador. Oficialmente o município é constituído por três distritos: São José dos Campos (Sede), Eugenio de Melo e São Francisco Xavier, sendo que cada um deles tem seu administrador distrital.
         A cotonicultura, a estrada de ferro e a procura do município para o tratamento de tuberculose pulmonar foram alguns fatores de suma importância para um desenvolvimento sustentável que no começo teve um crescimento lento por não estar perto das estradas reais mais importantes para as Minas. Já no final do século XIX começaram a aparecer as primeiras fábricas e o salto no desenvolvimento se deu mesmo no século XX com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra que corta a parte urbana da cidade e possibilitou o caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, o CTA Centro Técnico Aeroespacial e o ITA instituto Tecnológico de Aeronáutica tornando se assim uma cidade com grande número de indústrias, escolas, centros culturais e de lazer, fazendo com que o município alcançasse o potencial cientifico tecnológico que se encontra hoje, sendo sede da mais avançada indústria aeronáutica da América do Sul e a cidade que mais cresce no país.
         Três semanas depois uma família desembarcava na rodoviária de São José dos Campos trazendo consigo uma bagagem de sofrimento e no coração o sonho de construir uma vida nova naquela cidade que acolheu tão bem seu ente querido.

Um razante pela história de São josé dos Campos

Olá caros amigos!
Segue abaixo um texto que em 2008 me rendeu menção honrosa e um belo prêmio num concurso literário promovido pela Fundação Cassiano Ricardo. Gostaria de compartilhar com todos. Espero que gostem.       

Abraços fraternos,
Eduardo

MIGRAÇÃO

Quando pegou o papel e a caneta para escrever uma carta ao seu pai, Aloísio sentiu a saudade embaraçar suas palavras. Lembrava da conversa que tivera na semana que deixou a região do nordeste para morar com o tio numa cidade do interior de São Paulo e uma vontade imensa de chorar o invadia.

-------Filho, como você já sabe seu tio vai estar te esperando na rodoviária de São José dos Campos daqui quatro dias. Na hora que você chegar lá liga pra ele te buscar. Ele já arrumou um emprego de garçom no hotel que trabalha e vai te hospedar até que...
-------Mas pai, não tem outra solução? Minha vida é aqui. Aqui nasci e aqui quero morrer. O senhor sabe que amo este lugar e minha profissão de vaqueiro. Tenho fé em Deus que as coisas vão melhorar o senhor vai ver.
-------Filho. Sempre o ensinei a ter fé em Deus e peço que sempre continue tendo porque Ele é Bom e faz as coisas certas no tempo certo. Também sei que você gosta de trabalhar comigo na fazenda, mas as coisas não andam fáceis, estamos há meses sem chuva, a seca matou os gados, as plantações e está começando a matar pessoas. O patrão, assim como a maioria das famílias, está migrando para outras regiões do país. Todos estão assustados, falta emprego, falta comida. Eu sei que é complicado para você deixar este lugar onde cresceu e viveu seus dezenove anos de vida, mas pense pelo lado bom, você irá conhecer outras pessoas e outras culturas. Já pensou que essa pode ser a vontade de Deus? Quando você estiver se estabelecido eu vendo nossa propriedade, os pertences e também me mudo pra lá com sua mãe e sua irmã. Peço que assim que puder, mande uma carta descrevendo tudo que você achar interessante na cidade e aproveite muito tudo de bom que ela possa lhe oferecer.
         Agora, um mês depois, Aloísio lembra-se da carta. Começa a redigi-la em meio a soluços e lágrimas de saudade da família, mas logo para. Esta faltando algo para contar, além do ermo em que vive longe dos seus. A única novidade é que está fazendo cursos gratuitos de informática e auxiliar administrativo num programa de desenvolvimento comunitário administrado pela prefeitura da cidade visando capacitar a população para concorrer no mercado de trabalho que a cada dia se torna mais competitivo. Lembrara que seu pai queria saber dados sobre a cidade, mas a correria que estava sendo dos cursos para o trabalho e do trabalho para casa não lhe deixava tempo para conhecê-la. Chegava tão cansado que tomava banho, jantava e após meia hora de conversa com o tio ou assistindo televisão caia em sono profundo. Decidiu prorrogar a carta e aguardar o seu primeiro pagamento para aproveitar a folga e conhecer a cidade.
         Faltava um dia para receber o pagamento. Após a saída já de noite do serviço resolveu pesquisar alguns fatos históricos daquela cidade que estava sendo tão acolhedora. Como trabalhava no centro e descobrira que tem uma biblioteca enorme ali, começaria por ela. Saiu exausto e foi para a biblioteca a fim de pesquisar, mas àquela hora já estava fechada. Decidiu então aproveitar o pequeno tempo que tinha entre o término do curso e o trabalho no dia seguinte para visitar a Biblioteca Pública Cassiano Ricardo.
         No outro dia saiu do curso, almoçou rapidamente e foi para a biblioteca. Na porta admirou o prédio com arquitetura do inicio do século XX e a fachada ainda com traços originais, resultado de uma ampla reforma feita em 1988. Ao entrar ficou abismado notando o tamanho do acervo que era cerca de setenta mil livros e o sistema informatizado que estava a sua disposição gratuitamente. Após algumas pesquisas descobriu que São José dos Campos foi um dos primeiros povoados a surgir na região. Com o nome de Aldeia do Rio Comprido, foi criado através de um aldeamento de índios fundado pelo Padre José de Anchieta, localizada às margens do Rio Comprido hoje divisa entre São José e Jacareí. Os padres jesuítas classificavam esta aldeia como fazenda de pecuária criada a partir da concessão de sesmarias no intuito de ocultar dos bandeirantes uma missão catequética. O que causaria mais tarde um conflito entre religiosos e colonos resultando na expulsão dos jesuítas e a conseqüente extinção da missão pela própria dispersão dos aldeados.
         Imerso no universo literário Aloísio não notou o término do seu tempo disponível, efetuou a devolução do livro e foi correndo para o hotel onde seu patrão já o aguardava furioso com uma lista de serviços para serem realizados.
         Naquela noite foi dormir imaginando como aquela cidade tinha uma história tão interessante e na mente algumas idéias já surgiam para escrever a carta ao seu pai. No outro dia voltaria à biblioteca e continuaria a leitura. Sua folga trabalhista estava se aproximando, pretendia também visitar alguns pontos turísticos a fim de conhecer pessoalmente alguns patrimônios históricos do município.
         Aloísio acordou cedo, tomou café com o tio que se preparava para sair para o trabalho, trocou-se e foi para o curso. Como estava de folga neste dia aproveitaria para passear um pouco. Desta vez decidiu ir a pé para o centro já que morava num bairro próximo localizado na zona norte da cidade. Ao passar por cima da ponte do lendário rio Paraíba avistou dois pescadores e imediatamente lembrou-se das histórias que ouviu dos companheiros no trabalho de que naquele rio existia uma Piaba de aproximadamente dez quilos e ficou a imaginar-se fisgando aquele peixe que fora visto muitas vezes em aparecimentos rápidos na superfície embora fosse difícil de acreditar. Olhando o reflexo do sol nas águas turvas mais uma vez a saudade da família o abateu, lembrou-se das dificuldades que deviam estar passando no sertão e dos momentos felizes que teve quando tinha que vestir suas roupas de couro e sair à procura de gados perdidos na caatinga, aventurando-se por horas num cenário com paisagens fascinantes. Ah! Como amava a natureza! Decidiu caminhar para espairecer as idéias. Após os estudos foi receber seu pagamento e passou na biblioteca onde continuou lendo aquele livro sobre a história da cidade, descobrindo que os jesuítas voltaram anos mais tarde após a expulsão e esquecimento por parte dos paulistas com novas sesmarias concedidas próximas ao banhado, hoje centro comercial do município e que de aldeamento indígena tornou-se um povoado denominado Aldeia Nova do Parahyba e mais tarde com o crescimento agrícola com forte preponderância da cultura do café foi elevada à vila nomeada então de Vila Nova de São José.
         Em 1864 a vila foi elevada à cidade denominada São José dos Campos. Acredita-se que o nome seja uma homenagem ao seu fundador. Oficialmente o município é constituído por três distritos: São José dos Campos (Sede), Eugenio de Melo e São Francisco Xavier, sendo que cada um deles tem seu administrador distrital.
         A cotonicultura, a estrada de ferro e a procura do município para o tratamento de tuberculose pulmonar foram alguns fatores de suma importância para um desenvolvimento sustentável que no começo teve um crescimento lento por não estar perto das estradas reais mais importantes para as Minas. Já no final do século XIX começaram a aparecer as primeiras fábricas e o salto no desenvolvimento se deu mesmo no século XX com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra que corta a parte urbana da cidade e possibilitou o caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro, o CTA Centro Técnico Aeroespacial e o ITA instituto Tecnológico de Aeronáutica tornando se assim uma cidade com grande número de indústrias, escolas, centros culturais e de lazer, fazendo com que o município alcançasse o potencial cientifico tecnológico que se encontra hoje, sendo sede da mais avançada indústria aeronáutica da América do Sul e a cidade que mais cresce no país.
         Três semanas depois uma família desembarcava na rodoviária de São José dos Campos trazendo consigo uma bagagem de sofrimento e no coração o sonho de construir uma vida nova naquela cidade que acolheu tão bem seu ente querido.

109º Sarau das Sextas e Doação de Livros / Intervenção da Confraria do Coreto

CONVITE;

109º Sarau das Sextas

Amanhã, sexta-feira, dia 16 de dezembro de 2011 a partir das 19:00 h.
Local: Solar da Viscondessa
Rua XV de novembro, esquina com a Rua Barão da Pedra Negra - Cantro - Taubaté - SP

Noite com muita poesia, calor humano, exposição Fotopoemas “3 Olhares” , esculturas dos artistas plásticos do Terra Tátil e muito mais.

Doação de Livros / Intervenção da Confraria do Coreto

Sábado, dia 17 de dezembro de 2001 a partir das 14:00 h.
Local: Praça Santa Terezinha - Centro - Taubaté - SP

Doaremos livros aos freqüentadores da praça, nos arredores e  semáforos. Tragam livros para doação e ajude-nos com sua participação nesta ação.

Abraços Poéticos.

André Bianc

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ZENILDA LUA NO BOLA DE MEIA

Olá caros seguidores e visitantes. É com muito orgulho que venho divulgar a presença da poeta mais querida de São José dos Campos no Ponto de Cultura Bola de Meia.
Dia 14/12/2011 as 19h30.

NÃO PERCAM!!!




sábado, 3 de dezembro de 2011

Aquecimento global

                                                
O gelo derrete e o copo transborda, assim será o mundo enquanto o homem na ânsia de viver acelerar rumo à morte. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONVITE


Convido a todos a prestigiar No próximo fim de semana...O Espetáculo "O Poder da Imaginação" do Projeto Artvidance / Isildinha Prado 

Dia 05/11 (SABADO) 1ª sessão a 16hs e 2ª sessão as 19hs

Dia 06/11 (DOMINGO) Sessão apenas as 19hs

Local: Teatro Cine Santana (AV. Rui Barbosa - Santana - São José dos Campos - SP
Ingressos R$ 15,00  Informações tel: (12) 88485867
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

102º Sarau das Sextas.

102º Sarau das Sextas.
(Poesia e muito Calor Humano.)
  28 de outubro de 2011, a partir das 19:00 h.
 Centro Cultural Municipal.
Ajude-nos a divulgar. Partcipem.
Entrada Franca

Abraços Poéticos.

André Bianc




 Praça Coronel Vitoriano, 1, Centro- Taubaté - SP

(Músicos, atores (as) e demais artistas, todos bem vindos)

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

JANELAS KILLER

Às vezes fico imóvel e com os olhos abertos a mirar num ponto bem distante. Não enxergo nada ao meu redor, nem mesmo o ponto lá longe. Mas em minha cabeça estou acessando arquivos há muito guardados. Abro pastas empoeiradas que como janelas começam clarear minhas idéias.
Passeio pela infância e me deparo com um menino com sede de viver. Que se esforçou para aprender a enrolar a fieira no pião e fazê-lo zunir. Que se esforçava para fazer as pipas mais lindas e quando as perdia sentia um frio na barriga. Um menino tímido que jogava bolinha de gude. Colecionava figurinhas, caçava passarinho. Não era bom jogador de bola, mas no riozinho que nadava as escondidas para não apanhar, era um peixinho.
Brincadeiras de criança como pega-pega, polícia e ladrão. As guerrilhas de argila, lutas na areia, passeios ciclísticos, expedições pelas matas do Paraíba e adjacência, banho de chuva, pescarias no arrozal e valetas, Lambaris, Traíras, Tilápias, Tuviras, fritinhos na bandeja. Que delícia!
Como tudo isso marcou minha vida!
Lembro-me desse menino que só andava descalço, com o cabelo despenteado, ou com boné, roupas ganhadas, pele queimada pelo sol e feliz, feliz da vida por considerá-la tão mágica. Assim como nos contos de Monteiro. No sorriso das meninas, no primeiro beijo. Só Pra Contrariar batendo no peito. Sinto tanta saudade desse tempo. Dos amigos que não posso mais vê-los, daqueles que pouco revejo, mas que estão guardados nestas pastas.
Lamento por uma nova geração que cresce com excesso de informações. Que não conhece o zunido de um pião, que não sabe o que é uma cacinha, uma rabiola, o triângulo do jogo de bolinha. É triste ver essa riqueza cultural sendo trocado por um advento chamado avanço tecnológico. Que prende todos entre muros, criam grades onde não existia, estimula o isolamento atrás de um micro. Sentimentos teclados, represados, invertidos, confusos e muitos até falsos. Pouco convívio social. Nada de cartas escritas a mão com um EU TE AMO destacando dentro de um coração vermelho. Nada de poemas para as amadas. Sem flores, sem nada. Apenas MSN, torpedos, relacionamentos virtuais. Nada de abraço, canção em volta da fogueira, batata assada, violão a noite inteira. Apenas baladas, músicas sem conteúdo. Nem uma lentinha pra dançar agarradinho. Só batidão, bebedeira, ressaca.
Não sei se estou velho ou se tirar a poeira dos meus arquivos me fez mal. Acho melhor fechar essas janelas e voltar meus olhos para a realidade. Continuar me adaptando e seguindo, antes que meus arquivos me deixem entristecido.

domingo, 18 de setembro de 2011

Um dia de paz


Sentado no gramado.
Sinto-me feliz agora.
Vejo o reflexo do sol no lago.
E não ligo para as maldades lá fora.

Um instante importante.
Com meu amor ao lado.
Queria que o silêncio fosse constante.
Mas que não cessasse o canto dos pássaros.

Não quero os ruídos incessantes dos carros.
Barulhos como este eu não sinto saudade.
Em breve pra casa irei um tanto magoado.
Mas levo comigo a paz de um dia no parque.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Olá pessoal,

Segue o convite do evento cultural CHOQUE TERMICO ARTE E CULTURA EM CRUZEIRO SP. Este evento foi idealizado pela AVLA ACADEMIA VALEPARAIBANA DE LETRAS E ARTES e terá a participação direta do meu grande amigo poeta, compositor e escritor Fernando Arauto que representará a cidade.

Não percam e se possível divulguem.

Um abraço,
Eduardo

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Oração do dia

SENHOR

Que o Sol que se ergue a cada dia me faça louvar o Seu santo nome. Que essa luz que esquenta a manhã fria ilumine e esquente o coração de cada homem.
Cantarei glórias a Ti por mais uma oportunidade de me redimir dos meus pecados.
Tenha misericórdia de mim e de todos que seguiram por caminhos errados.
Amém Senhor por mais essa respiração, pelo piscar de olhos e até mesmo pela dor que sinto, pois é um sinal de que estou vivo.
Que onde eu for , possa levar Seu santo nome e proclamar a boa nova para meus semelhantes. Que a injustiça seja banida dessa terra. Que o injustiçado nunca perca a fé em Ti, ó Pai. Que mesmo perante a guerra, possamos em Ti encontrar a paz.

Amém Senhor.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A SÁTIRA DA TV BRASILEIRA

CIA DE COMÉDIA TRIPOLOUCOS apresenta:
"A SÁTIRA DA TV BRASILEIRA"
(odiados pela critica, adorados pelo público)

Dia: 23/07/2011
Local: Cine Santana
Endereço: Av. Rui Barbosa, 2005 - Santana 
Horário: 20 horas
Ingresso: R$ 5,00 reais (antecipado)

JÁ A VENDA OS INGRESSOS ANTECIPADOS 

Sinopse: A sátira da TV Brasileira é conduzida por quadros cômicos, personagens lúdicos e muita critica, mostra um canal de TV diferente, com muito sensacionalismo denunciando o lado ruim da TV. Tudo isso é prato cheio para o riso e a diversão, um espetáculo vibrante que lotou a sua estreia e promete lotar novamente. 

Gênero: Comédia
Censura: 14 anos
Texto e Direção: Vinícius Dias
Duração: 80 minutos 

Elenco:
Vinícius Dias
Hugo Carvalho
Clayton Souza
Lohany Ferro 
Layla Taiwane
Marcos Antonio

NÃO PERCAM O MELHOR ESPETÁCULO DE TODOS...

COMPRE ANTECIPADO PELOS NUMEROS: 
(12) 8807-5640 - Vinícius Dias
(12) 8855-0883 - Hugo Carvalho
(12) 3966-9043 - Marcos Antonio 
(12) 8865-7332 - Layla Taiwane

http://ciatripoloucos.blogspot.com/

sábado, 9 de julho de 2011

Vem...

Venha logo, pois já está aqui dentro.
Muitos falam, poucos ouvem, ou sabem ouvir. Muitos desejam ser ouvidos, pouco falam, mas muito conseguem sentir.
Se eu te vejo, o meu desejo é fugir contigo.
E com um beijo, que aquece o peito, seguir pra longe rumo a um abrigo.
E quando chegarmos, a noite em claro, um vinho suave, as estrelas e a lua vão nos unir.
Mas o que eu faço. Se ao te ver me embaraço, tropeço e caio, pois sem você, não sei viver.
Mas nada é tarde, não sou covarde. Apenas cuido pra não te assustar.
E sei que um dia, você vai ser minha e não vejo a hora desse dia chegar.
Mas por enquanto, caminho e canto. Aguardo manso e não sinto pranto.
Sei que está vindo. Como o vento que não consigo vê-lo, mas estou sentindo.
Então é isso, enquanto penso, já está aqui dentro.
Nem tinha visto o meu problema. Deve ser por isso, que meu sorriso, corre muito risco quando me vejo nesse dilema.

domingo, 5 de junho de 2011

Cassino televisivo

A fogueira está acesa e através da fumaça que sobe vejo três luzes bem distantes. Embora a noite esteja sem lua, ofuscadamente eu posso vê-las, uma é de prata e duas são de bronze. Brilham como estrelas, mas estão lá nas montanhas, bem além do lendário rio que corta o vale.
Na noite fria estou sentado confortavelmente, aquecido pelo fogo e bebendo algo bem quente. Fico a imaginar se pudesse ter o poder de me transportar através da energia elétrica. Poderia ir até lá ver que luzes eram aquelas. Talvez um rancho bem gostoso que durante a madrugada só se ouve os grilos e de manhã uma imensidão de cantos desejando bom dia, ou uma fazenda isolada onde no final do filme o herói beije a amada.
Não sei, mas acho que se pudesse me transportar até lá daria um jeito de chegar às suas telas. Mas não querendo ganhar audiência ou encher a cabeça das pessoas com bobagens sem igual, nem seria um cassino televisivo que ilude os telespectadores com jogos a princípio desinteressados. Não colocaria mulheres seminuas para chamar a atenção e criar um padrão de beleza. Apenas transmitiria que ninguém deveria ficar triste por algumas novelas reais não terminarem felizes.
Apenas diria palavras de vida que ao invés de iludir, pudesse reestruturar muitas famílias. Agora aqui sentado começo a olhar todas as luzes que estão no meu campo de visão. Muitos, provavelmente, estão esquecendo a verdade ao sentar na poltrona para contemplar uma imagem, sonhando em ter uma vida igual e esquecendo da realidade.
O filho quer ter um carro parecido, a filha quer ter as roupas que está assistindo, o pai e a mãe só querem ter o mesmo relacionamento. Bem, espero que assim consigam, mas que não se iludam com um vídeo e lutem para tornar realidade, quase tudo, que está sendo transmitido, que não se omitam e louvem o Criador pela benção de estarem vivos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O poeta e o mundo

O poeta chora por tantas coisas erradas.
Suas mãos estão atadas, mas sua voz nunca se cala.
Seus pensamentos voam como vento.
Sem serem notados, viajam no tempo.

Suas lembranças o fazem rir e chorar.
De momentos passados que nunca iram voltar.
O poeta esta triste por tantas coisas erradas.
Suas mãos estão atadas, mas seus dedos estão livres.
A redigir seu pensamento triste, tudo que lhe aflige.

O poeta esta triste por tantas coisas erradas. Suas mãos estão atadas.
Mas, seus dedos estão livres a dedilhar em notas tristes.
Uma canção que revela tudo que lhe aflige.
Seus olhos a lacrimejar revelam o que esta a pensar.
Talvez um mundo novo onde as pessoas possam se amar.
Enquanto este mundo não chega, a única coisa a fazer é sonhar.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Saudade

Quando a saudade apertar e não souberes onde me procurar.
Mire as janelas de sua alma rumo à natureza que esta a te beneficiar.
Talvez não me veja, mas creia que lá estarei sempre para te amar.

Se você for um barco num mar tempestuoso a velejar.
Não te desespere, pois até nas gotículas estarei para te ajudar.
Guiarei seu caminho e juntos, encontraremos um lugar seguro para ancorar.

Olharas para o céu e verás que a tempestade acabou.
Verás por toda parte a natureza e saberás que nela estou.
Então sentirás feliz por saber o quão grande por ti é meu amor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Olá

Para você que não me conhece, meu nome é pensamento. Desfilo por esse pátio lotado dessa faculdade, mas pertenço a um detento, que chora deitado em valete no chão frio duma cela lotada.
Volta e meia deixo minha morada e saio sem ser notado através das muralhas e vou atrás de minha família, da infância sofrida, dos amores desfeitos, de tudo tudo. As vezes viajo tanto que até me entristeço. Baixo a guarda, me desdobro. Pego carona no vento e retorno ao meu dono em lágrimas que molham o travesseiro.
Prazer. Meu nome é pensamento.

sábado, 2 de abril de 2011

Emily

Último dia de aula, enfim chegou o dia.
Após a saída da escola, Emily novamente viajaria.
Mas que viagem cansativa, porém chegou à casa do pai.
Mas o que ela não sabia era que seu balanço não veria mais.
Aquela criança logo notou algo muito estranho.
Não encontrou mais os galhos na árvore.
Ficou a perguntar-se, onde estaria seu balanço.
E porquê fizeram aquela maldade.
A saudade a deixou deprimida, lembrou se das últimas férias.
Sua avó a empurrando feliz da vida.
Ah! se pudesse voltar naquela época.
Mas o que fizeram com aquela mangueira?
Cortaram seu braços deixando somente o tronco.
Foram-se seus frutos e toda sua beleza.
Ou será que é um sinal de que o mundo está mudando?
É poluição e muito desmatamento.
O tal progresso as vezes age com crueldade.
Dizem que é importante esse lamento.
De transformar o verde em cidade.
Quando nascemos, somos presenteados com a natureza,
mas às vezes somos tolos e não notamos que este presente
esta a nos beneficiar em todos os aniversários de nossa vida.
As plantas manifestam o poder da criação.
Preenchem o vazio em nossas vidas.
Além de trazerem a paz que muitos procuram.
Revelam toda Grandeza Divina.
Agora os olhos de Emily brilham de tristeza.
Talvez em seu inconsciente ela esteja descobrindo,
O quão importante é a mãe natureza.
E que o homem a está destruindo.
Tudo bem, quem sabe um dia ela cresça.
E também se esqueça da infância.
Da felicidade que vivera.
Ou fique tudo na lembrança.
Do passado uma poeira.
Encoberto pela globalização.
A terra encantada que vivera.
Ficou só na imaginação.

Balanço

Com alguns amigos conversando.
Observei uma criança brincando.
Vi uma bela mangueira no quintal.
Então resolvi fazer um balanço.

Lembrei de uma corda que um dia tinha achado.
Pedi licença na conversa e fui buscá-la no carro.
De galho em galho eu cheguei ao topo da árvore.
Agora sei quanto me deixou feliz aquele trabalho.

Em pouco tempo estava pronto um belo balanço.
O sorriso e o brilho nos olhos daquela criança.
Era o bastante e já estava me recompensando.
Mas do nada, vi mais três crianças balançando.

Sei que não achei aquela corda por acaso.
Até os adultos recordaram suas infância.
Pois tudo nesta vida tem um significado.
Dentro de todos sempre haverá uma criança.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Oração de Santo Agostinho

Essa linda oração é uma dedicatória de Diane Fátima para Sr Antonio Moraes e família.

A morte não é nada

Apenas passei ao outro mundo.

Eu sou eu. Tu és tu.

O que fomos um para o outro ainda o somos.

Dá-me o nome que sempre me deste.

Fala-me como sempre me falaste.

Não mudes o tom a um triste ou solene.

Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.

Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.

Que o meu nome se pronuncie em casa

como sempre se pronunciou.

Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.

A vida continua significando o que significou:

continua sendo o que era.

O cordão de união não se quebrou.

Porque eu estaria fora de teus pensamentos,

apenas porque estou fora de tua vista ?

Não estou longe,

Somente estou do outro lado do caminho.

Já verás, tudo está bem.

Redescobrirás o meu coração,

e nele redescobrirás a ternura mais pura.

Seca tuas lágrimas e se me amas não chores mais.

Sr Antônio, esteja em paz

Se foi subtamente, dormindo.
Nem se despediu da gente, encolhido.
Foi em paz, tranquilo.
Deixou lágrimas, sua companheira, seus netos, seus filhos, germinam.
Simplesmente se foi, sorrindo. Como ave que retorna ao ninho.
Agora o céu é seu abrigo. Depois de mais uma vida, voltou a ser menino.


Em memória,
22/03/2011

sábado, 12 de março de 2011

Noite da Menção Honrosa Valeparaibana

 Noite da Menção Honrosa Valeparaibana

Dia: 18 de março de 2011
Às: 19 horas
Local: Espaço Cultural Mário Covas – Praça Afonso Pena, nº 29 – Centro – São José dos Campos/SP
(Antiga Câmara Municipal)



Vale a pena prestigiarmos as homenagens às pessoas que de um modo social representam a nossa cultura Regional”


Entrada Franca
Oratória: Rogério Rodrigues
Abertura: Academia Valeparaibana de Letras & Artes
Atrações: apresentações de esquetes, música tocada a piano e outras.
Compareçam e divulguem!
Realização:
Academia Valeparaibana de Letras & Artes
Cia Cultural Farol São José
                                                                              

     

quarta-feira, 9 de março de 2011

MULHER

Embora com um dia de atraso, aí vai minha homenagem às donas dessa terra.
Sinceramente acho que para quebrar o preconceito não deveria ter um dia específico para as mulheres e sim todos os dias serem dedicados à elas...

MULHER

Palavra forte que inspira poesia.
Lutam com bravura.
São guerreiras com brandura.
O mundo gira em torno delas .
E sem elas o mundo não gira.
No passado a opressão castigou.
Naquela época foi um protesto,
Que causou muito pranto e não teve sucesso.
Hoje, anos depois, discretamente a discriminação continua.
Se esconde em gestos machistas à cerca do sexo frágil,
ou até mesmo na distribuição dos salários.
Aos poucos as coisas estão mudando. Muitos estão reconhecendo, que a capacidade delas supera qualquer desafio, que com força e delicadeza elas dominarão nosso destino,
Sem contar o quanto é bom tê-las por perto, sentir o carinho que provém de uma fonte de amor eterno.
Coisa de mãe. Defendem seus filhos como a águia defende o ninho.
Coisa de namorada. Amam incondicionalmente, mas esperam ser amadas.
Coisa de mulher de verdade. São fiéis, românticas, honestas, ou seja, uma infinidade de qualidades.
Labutam dia a dia para conseguir seu lugar ao sol. Quando caem, não tem alarde, apenas se recobram e velejam em mar de céu aberto como se nunca tivesse existido tempestade. 

ABRAÇOS E PARABÉNS

quinta-feira, 3 de março de 2011

POEMA MECANIZADO

Muitas vezes me perguntaram por que eu estudava ciências exatas sendo que eu gostava realmente é de escrever. Pois bem, vai aí a minha resposta:

POEMA MECANIZADO
        
O combustível que percorre este corpo metálico, como sangue dá ânimo ao que estava parado. No carburador é pulverizado e vira vapor. A válvula de admissão o envia para a câmara do cilindro onde a vela dita a centelha e ocorre a explosão e expansão, baixa o êmbolo e o virabrequim transforma o movimento retilíneo em rotativo. Em seguida o que era combustível vai para a válvula de escape e mancha o ar com seu hálito quente. A árvore aciona as engrenagens e o ciclo se repete em quatro tempos. Assim bate o coração de uma máquina sem sentimento. Tudo calculado, uma série de componentes, radiador, correias, elementos de união, condutores, bombas... Sistemas pneumáticos, hidráulicos e elétricos funcionando com precisão e trabalhando em equipe fazem o veículo andar levando almas para passear.

Lógicamente o estudo aprofundado em determinada ciência agrega valores. Mas não trata-se de uma regra, um ser inculto pode muito bem ter o conhecimento tácito e habilidade suficientes para escrever muitos livros, enquanto muitos que estudam  não conseguem sequer escrever um relatório...Penso que não preciso me especializar na área de humanas para escrever. Um médico ou engenheiro pode muito bem escrever sobre amor. De qualquer forma, por coisa do destino estou agora estudando administração e aprendendo muito sobre essa ciência que é da área de humanas.

COMENTÁRIOS? 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que fazer?

Obsoleto, é o pensamento em mim,
O que fazer, se acordo, rezo e durmo pensando em ti?
Se ando, como e vivo a teu favor?
Se minha vida não tem sentido se eu não estiver ao seu lado?
O que fazer, se amo mais você do que eu? Se já nem lembro mais de mim?
Se tu eis pássaro, jogado por acaso no meu ninho? Que se apossou do meu leito e tomou o meu destino.
O que fazer?
Já nem sei, pois gosto muito de tudo isso.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Trilhos

Os pensamentos também são trilhos.
Onde você passa, já passou, ou o aguarda no destino.
Oxalá meus ascendentes.
Que todos pudéssemos registrar os trilhos que estamos a caminhar.
Trilhos tortos com precipitações ou trilhos retos com notáveis perfeições.
Não importando quais são e sim o fato de existirem.
Não queiram saber para onde vão. Apenas peço que os registrem.
Sei que nem todos poderão ser redigidos.
Mas na memória estarão marcados.
Seguirás no trem sorrindo e habitará em todos os lados.
Conhecerá o bem e o mal numa trajetória indefinida.
Entre o amor e o desigual trilhará sua vida.
Apenas peço encarecidamente que solte em tinta o que está por dentro.
Que procure viver contente para conseguir aquilo que está querendo.
Seja como os pássaros após ser destruído seu ninho.
Não aponte a cabeça para baixo e cantando recomece o caminho.
Tente ser transparente, mas não demonstre se transparecer.
Talvez assim seja consciente, não deixando ninguém perceber.
Siga trilhando como a caneta segue riscando.
Profusamente as energias estão ao seu redor.
Basta concentrar para senti-las vibrando e descobrir que seu mundo é maior.
Só não te esqueça que os trilhos de hoje configurarão seu caminho.
E servirão como uma ponte que o levará à um Reino Divino.

Renascer


Esta tudo azul.
Uma imensidão de água.
Uma nova energia está fluindo.
Sinto isso, eu sinto.
Enquanto o negativismo vai esvaecendo.
Tudo começa fazer sentindo.
Um beijo salgado.
O céu ensolarado.
As águas não estão agitadas.
E meu amor esta do meu lado.
Abro meus olhos, não estava sonhando.
Levanto as mãos para o alto.
Pressinto Alguém me observando.
Talvez eu tenha me precipitado.
Mas meu ponto de vista esta mudando.
Num deserto escaldante.
Vejo que a vida é mais abundante.
Lá onde o ermo operava.
Tudo ficara estonteante.
Na imensidão inexplicável.
A cegueira me corroendo.
Vi que tudo tinha outro significado.
Mas era eu que não estava vendo.
Vi colibris em vôos rasantes.
Também vi vários peixes.
Tinha pássaros pescadores.
Que valiam mais que diamantes.
Noto que no horizonte existe uma linha.
Abaixo dela, um número indizível de vidas.
Deixo de lado as coisas grandes.
Aprendo a cada minuto com as pequeninas.
Seja uma borboleta na flor.
Ou uma simples formiga.
Talvez ambas representem o amor
E o significado da vida.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O poeta e o mundo


O poeta chora por tantas coisas erradas
Suas mãos estão atadas, mas sua voz nunca se cala
Seus pensamentos voam como vento
Sem serem notados, viajam no tempo

Suas lembranças o fazem rir e chorar
De momentos passados que nunca iram voltar
O poeta esta triste por tantas coisas erradas
Suas mãos estão atadas, mas seus dedos estão livres
A redigir seu pensamento triste, tudo que lhe aflige

O poeta esta triste por tantas coisas erradas. Suas mãos estão atadas
Mas, seus dedos estão livres a dedilhar em notas tristes
Uma canção que revela tudo que lhe aflige
Seus olhos a lacrimejar revelam o que esta a pensar
Talvez um mundo novo onde as pessoas possam se amar
Enquanto este mundo não chega, a única coisa a fazer é sonhar

domingo, 16 de janeiro de 2011

Viagem mental


Lá no alto, muito além daquela árvore imponente, no firmamento, aonde as estrelas chegam a ofuscar a visão e a luz se destaca com seu brilho mágico, é lá que consigo chegar com o poder da minha mente. O interessante é que realizo tal façanha sem sair do lugar e como uma jóia rara aprendo valores que antes não conseguia conciliar. É o corpo imóvel que envia sinais através do pensamento que vaga no infinito revelando grandezas no minúsculo, como uma borboleta que sobrevoa as flores após sair do casulo, vou nascendo ou revivendo o que passei nesse mundo. Não quero ser um animal predestinado, também não quero sair dos meus desígnios. Pareço um tanto complicado, mas as vezes sou bem simples. Como um x matemático minha exatidão se define, mas não numa visão geral. Procuro seguir uma filosofia única, onde mesmo na solidão eu possa ensinar e aprender com meu próximo, sem achar que o homem não muda nunca.
Quero voar o mais alto que puder, e quando eu estiver lá em cima, como uma ave canora, vou entoar o quanto somos pequenos perante a nossa ignorância.
Vou ver que o poeta tinha razão ao afirmar que o amor prevalece. Que não adianta viver de ilusão, enquanto o coração padece.
Quanta vida lá embaixo em todos os cantos. Aqui em cima no silêncio consigo refletir. Pelo amor que foi embora enxuguei meus prantos e por uma nova mulher voltei a sorrir.
Continuo a voar e passando por lugares desconhecidos, regozijo por ter conseguir ir tão longe. Temo que tudo seja uma miragem. Ao menos descubro o valor de estar vivo.
Até que ouço um ruído de carro, pessoas falando em uníssono, ao longe um rádio ligado. Acho tudo isso estranho. Já que estou no espaço chego a pensar que são anjos.
Sinto-me regressando do silencio absoluto, rapidamente os sons começam a se intensificar. Sinto um cansaço profundo quando noto a realidade voltando a operar.